André Machado
Deu no II Fórum RJ de Software Livre: esta semana, Assespro, Rede Software Rio e outras entidades de TI entregam ao governo federal um documento importante ligado à política de apoio ao software livre. O documento, segundo Benito Paret, coordenador-geral da Rede Software Rio, partiu de discussões sobre o tema com o próprio governo, através, por exemplo, do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).
— É um esforço das entidades representativas do setor empresarial de respeitar e entender a condução da política de TI do governo na questão do software livre, reforçando os aspectos de apoio a uma indústria brasileira de software — diz Ricardo Bimbo, coordenador de implementação de software livre do ITI. — A idéia é desenhar melhor esse modelo de negócio, respeitando no processo aplicativos e soluções já desenvolvidos aqui.
Para Paret, a política de software livre não se opõe à idéia de um forte apoio governamental ao desenvolvimento da indústria de informática no país.
— Há nichos que podem ser trabalhados e não ameaçam as empresas. Um exemplo: a TV digital é um mundo de aplicações a serem criadas. Boa chance para desenvolvimentos cooperados, fortalecimento da indústria e quiçá se proteger (pela qualidade, pela condução do produto) das investidas do mercado externo. O que queremos do governo é a definição de critérios, de padrões, de certificações, para evitar nichos de privilégios.
No fórum, foi interessante ver a palestra de Mônica Moreira, diretora de infra-estrutura do Proderj, sobre o processo de troca de software proprietário para livre na empresa, uma questão cultural acima de tudo. O Proderj também distribuiu no evento um aperitivo de sua distribuição Livre.RJ, com aplicativos open-source de escritório, e está migrando para software aberto toda a estrutura de email do estado, segundo seu vice-presidente Paulo César Coelho.
fote: O Globo - Rio, 25 de outubro de 2004
http://oglobo.globo.com/jornal/suplementos/informaticaetc/146589015.asp