O Diário Oficial da União traz nesta quarta-feira (04/07) a nomeação de Vera Lúcia Moraes para ocupar uma diretoria no Serpro, que controla a áreas de RH (SUPGP), Planejamento, Orçamento e Gestão (SUNMP), Gestão do Ministério da Fazenda (SUNMF), Gerência de Serviços (SUPGS) e a Superintendência de Logística (SUPGL).
Vera Moraes é funcionária da estatal em Minas Gerais. Seu currículo ainda não foi divulgado oficialmente. Sua indicação foi sustentada dentro do governo pelo próprio presidente, Marcos Mazoni, que depois de muita briga interna no PT, acabou prestigiado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega e pelo seu secretário-executivo, Nelson Machado.
A nomeação da nova diretora ainda deverá enfrentar problemas para a administração da casa. Vera Moraes não conta com o apoio de pelo menos parte do PT, inclusive o de Minas Gerais, para ocupar o cargo de direção. Ficou no meio de um tiroteio entre duas tendências do partido: Democracia Socialista e o Campo Majoritário.
O segundo problema a ser enfrentado pelo presidente do Serpro ,Marcos Mazoni, é que a nova diretora é acusada de mover uma ação no judiciário contra a estatal, que se vencer lhe garantirá uma indenização de mais de R$ 1 milhão. Em outra ocasião, quando o Serpro foi obrigado a receber nos seus quadros os anistiados do Governo Collor, a estatal obrigou-os a abrir mão de outras ações judiciais contra a empresa. Todos os anistiados voltaram, mas abriram mão desse direito.
Se Vera Moraes não fizer o mesmo para assumir a direção, então a presidência do Serpro estará respaldando um privilégio não concedido aos funcionários de escalões inferiores. Embora ainda não haja manifestação oficial, o mais provável é que os Sindicatos de trabalhadores em processamento de dados poderão cobrar reciprocidade de tal decisão, do presidente do Serpro, Marcos Mazoni.
Na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União, também saiu a exoneração do diretor Armando Frid que, no entanto, deverá ocupar a presidência do SERPROS, o Fundo de Pensão dos Funcionários do Serpro. Frid é apontado como tendo sido um dos responsáveis que obrigaram os funcionários anistiados a abrirem mão de ações judiciais, em troca do retorno aos quadros do Serpro.
fonte: http://www.convergenciadigital.com.br